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Entrevista

Agroglobal 2025 Um novo capítulo na maior feira profissional agrícola nacional

27/03/2025

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A 10ª Edição da Agroglobal está agendada para os dias 9 a 11 de setembro e, de acordo com o seu Diretor Geral, Paulo Fardilha, tudo se encaminha para um crescimento no número de expositores. “Ainda é cedo para fazer uma análise conclusiva, mas os dados que temos já apontam para um crescimento no número de marcas presentes face à edição anterior. Em 2023, sentimos uma adesão maciça de marcas no período entre maio e junho, culminando com a presença de 280 expositores. Este ano, assistimos a esse fenómeno logo no começo do ano. A minha ambição é que, em 2025, utltrapassemos aos 300 expositores. Aliás, um número muito significativo de empresas de referência, já confirmaram a sua presença. Curiosamente, o setor que mais tarda em definir o tipo de presença, é o das máquinas. Nós temos consciência de que os custos com a logística das empresas ligadas às máquinas agrícolas tornam a presença mais onerosa e levantam dúvidas sobre a capacidade de marcar presença nos dois polos da feira (exposição e zona de demonstração). E depois há a questão da dificuldade de arranjar máquinas para demonstração. O que tem acontecido é que se houver uma máquina para entrega, as empresas solicitam ao cliente para as utilizarem na demo”.

E esta indefinição acaba por prejudicar a organização da feira?
“Obviamente que isso nos limita o tempo disponível para preparar as melhores condições possíveis para levar e atrair visitantes para a zona de demonstrações. Nós sabemos que a separação física entre as zonas de demonstrações e de exposição continua a motivar alguma apreensão, mas as empresas ligadas às culturas ficaram entusiasmadas com as áreas que vão ser criadas na Quinta da Alorna. Teremos cerca de 80 hectares, mais algumas zonas adjacentes que podemos adaptar.

Logística apurada
Claro que deslocar visitantes entre o CNEMA e a Alorna vai implicar uma logística apurada, mas Paulo Fardilha conta que esse não seja um entrave. “A Quinta da Alorna está a cerca de 10/15 minutos do CNEMA e vamos ter um fluxo quase constante de autocarros de 50 lugares a fazerem a ligação entre as duas áreas da Agroglobal. Vamos melhorar muito a informação ao público, uma das críticas apontadas na anterior edição, e colocar colaboradores a acompanhar esses transportes e a esclarecer dúvidas aos visitantes. Outra preocupação que iremos ter, é a de dinamizar atividades na zona de demonstrações para atrair público e mantê-los na zona. Já temos empresas participantes interessadas em organizar almoços e outras atividades em campo.”

E voltar a fazer tudo num local que juntasse as duas valências, a expositiva e a de demonstração, é possível?
“Eu gostava. Mas abandonar o CNEMA não é fácil. Não só pelo enquadramento local e histórico (afinal, o CNEMA foi criado com um propósito) como pelos investimentos efetuados naquela infraestrutura. Mas continuo a achar que temos de arranjar uma alternativa, um novo modelo de Agroglobal para que esta se renove e continue a projetar no futuro. Existem algumas ideias para 2027, mas, para já, estou preocupado com esta edição.”

E dividir os dias da feira em dois momentos, de manhã nas demonstrações e à tarde na zona de exposições, por exemplo?
Isso é inviável por uma razão, limitaria por completo as conferências. Nós só conseguimos fazer uma conferência de manhã, porque antes das 10h não temos massa crítica suficiente para as realizar. Eu continuo a achar que o sucesso passa pelas dinamizações nas demonstrações. Já desafiei as empresas ligadas às culturas, as mais fortes nessa área, para arranjarem formas de tornarem aquele espaço ainda mais atrativo, seja com eventos, almoços ou grupos organizados e acho que o segredo passa muito por aí.

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